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Mostrando postagens com o rótulo Nacionais

Tormenta do mar e da vida (Mar de Dentro)

  A tormenta do mar de Manuela começa quando a protagonista descobre uma gravidez inesperada. Com a carreira profissional em ascensão, um questionamento surge: ser ou não mãe? Após a decisão conjunta, Manuela e o parceiro decidem ter o bebê. A tormenta torna-se mais intensa quando uma tragédia interrompe os planos do casal. Mar de Dentro é um estudo de personagem sobre as angústias da maternidade e principalmente sobre sororidade. A licença  maternidade é um verdadeiro caos, onde Manuela precisa lidar com as dores do leite que não desce e quando finalmente consegue o sofrimento é tamanho que surge a indignação:" Oh, filho!". Uma subtrama importante são as coadjuvantes que auxiliam Manuela enquanto ela achava que poderia dar conta de tudo sozinha. O conflito de gerações também é explorado na figura da avó paterna que deseja ter o neto para si. Já próximo ao retorno do trabalho, três mães são exploradas: duas babás e a protagonista. A mais nova, fica com o bebê no período notur...

Na Balança dos Opostos (Eduardo e Mônica)

O diretor René Sampaio afirma em coletiva que pretende realizar uma trilogia inspirada em músicas da banda Legião Urbana. O primeiro longa foi Faroeste Caboclo, de 2013. Agora René apresenta ao espectador o segundo filme, Eduardo e Mônica, que sofreu diversos atrasos no lançamento em decorrência da pandemia. A trama gira em torno do casal e foca principalmente nas divergências voltadas para a diferença de idade e personalidades opostas. Mônica possui um espírito livre e inquietante. Já Eduardo é introspectivo e sabe exatamente o que deseja. Mônica reluta ao máximo começar um relacionamento com o jovem, pois acredita que a diferença de idade pode afetar o relacionamento. Além da idade, a protagonista sabe que em algum momento a liberdade que tanto almeja irá afetar o relacionamento. O roteiro segue explorando ao máximo os opostos e como cada um lida com os obstáculos. É inegável que para um filme focado em um casal é preciso que os atores possuam química e em Eduardo e Mônica existe ent...

Crianças ensinando os adultos (Turma da Mônica - Lições)

Após o lançamento de Turma da Mônica-Laços, o diretor Daniel Rezende ressaltou em entrevistas que gostaria de acompanhar o crescimento do quarteto de protagonistas nas telas. Com Turma da Mônica-Lições, toda a turminha retorna nos devidos personagens e eles estão crescendo. O roteiro foca no valor da amizade e em crescer de forma dolorosa e sensível. Após alguns desentendimentos entre os adultos, Mônica e transferida para uma escola integral e fica longe dos amigos. A falta faz com que os amigos reflitam sobre amizade e como lidar com situações e sentimentos novos. O arco do quarteto é de fundamental importância, pois toca em questões atuais: Magali precisa lidar com a ansiedade e compulsão alimentar; Cebolina começa um tratamento com a fonoaudióloga para falar dileito, ou melhor, direto; Cascão começa a fazer natação para perder o medo de água e Mônica precisa lidar com decisões importantes. Para o público infantil são temáticas difíceis abordadas de uma forma leve e sensível. Infeliz...

Em busca de novas perspectivas (O Pergaminho Vermelho)

  O Pergaminho Vermelho, a primeira animação brasileira adicionada no serviço de streaming da Disney+, acompanha a trajetória da adolescente Nina, que vive os conflitos da idade repleta de turbulências, além de ter que lidar com as constantes discussões dos pais em casa. Com o ambiente conturbado, a jovem decide sair e andar de skate. A fuga da realidade leva a pequena protagonista a um mundo paralelo e a faz refletir sobre diversas temáticas. Nina é transportada para um mundo paralelo por ter achado o pergaminho vermelho. O objeto faz da protagonista a escolhida para salvar um povo das forças das trevas. A rainha está amaldiçoada e com a ajuda de velhos e novos amigos, Nina enfrenta obstáculos para tentar concluir sua missão e retornar para casa. O roteiro explora valores como amizade, companheirismo, ciúmes, maldade e acima de tudo, a importância de crescer e assumir responsabilidades. A animação envolve os pequenos e os adultos. A trama prende a atenção dos pequenos porque exist...

A função da sétima arte (Mariguella)

O filme Mariguella, estreia de Wagner Moura na direção, faz um recorte dos últimos anos da vida do guerrilheiro, além de abordar as relações com os companheiros de luta e familiares. O roteiro de Wagner e Felipe Braga, inspirado no livro Mariguella: o guerrilheiro que incendiou o mundo, de Mário Magalhães, equilíbra o lado revolucionário e humano do protagonista. Aos poucos cada companheiro sofre com a tortura que foi amplamente camuflada, no período da Ditadura Militar, pela tríade: governo, imprensa e polícia. Com muita resistência, Mariguella consegue o apoio de outra tríade: jovens, igreja e alguns veículos de comunicação. Felipe ressalta o arco de cada personagem destacando as vertentes citadas. Cada um defende ideais democráticos, e, claro, sofre as consequênciais com à morte.    O primeiro trabalho de Wagner na direção alterna entre a urgência que a temática necessita e momentos brandos voltados para o núcleo familiar. A urgência pulsa com a câmera na mão acompanhando S...

Uma excelente recompensa (O Lobo Atrás da Porta)

O Lobo Atrás da Porta é um ótimo exemplar de como o cinema nacional possui méritos ao explorar diversos gêneros. O longa de Fernando Coimbra é um suspense policial baseado em fatos que ocorreram na década de 1960. A narrativa tem como inspiração o caso conhecido como Fera da Penha. Neyde Maria mantinha um caso extraconjugal com o pai de uma criança de quatro anos. A mulher ao descobrir que ele era casado decidiu se vingar matando a garotinha. O roteiro de Coimbra foca principalmente no relacionamento tumultuado de Rosa e Bernardo. Primeiramente temos contato com a versão de  Leandra Leal  que apresenta fatos questionáveis para alegar inocência no sequestro da criança. No decorrer dos atos o roteiro explora a coadjuvante Sylvia que se torna peça chave para o espectador observar os conflitos internos de Rosa. A princípio a protagonista somente observa o cotidiano da mulher de Bernardo, o ponto de virada é quando Sylvia relata que a amiga foi fundamental para a mudança de comport...

Fique atento aos sinais (Raia 4)

O diretor Emiliano Cunha joga com as impressões do espectador e o envolve na busca por emoções ou na falta delas, através do olhar da introspectiva Amanda. A jovem pré- adolescente tenta lidar com os sentimentos, a distância emocional dos pais e a pressão das competições de natação. Ao mesmo tempo que a jovem esboça empatia por um colega de treino, cenas depois, ela o afasta por completo, para que Priscilla fique com ele. Dessa forma, o roteiro ao mesmo tempo que foca em sinais de empatia, nos alerta que outros sempre estiveram ali. A atmosfera é densa durante toda a narrativa, com leves momentos típicos de adolescentes. Emiliano, que também assina o roteiro, nos apresenta uma adolescente observadora que tenta se enturmar. Alguns sorrisos surgem sempre acompanhados de atitudes que geram dúvidas no espectador. A protagonista é amável com a ajudante e distante da mãe. Além da competição da natação, também existe uma rivalidade interna com Priscilla. Ao mesmo tempo que Amanda machuca a am...

Os condutores invisíveis (Breve Miragem de Sol)

Fabrício Boliveira  como coadjuvante? Sim, em Breve Miragem de Sol, o ator é o protagonista, porém em muitos momentos ele reforça o papel de coadjuvante. Como motorista de aplicativo, a cada passageiro que paga uma corrida, o ator estabelece a relação de ouvinte. No decorrer da narrativa realidade e ficção reforçam esse aspecto, ao fechar a porta, Paulo vivência o cotidiano de vários personagens reais. Aspectos abordados no roteiro são claramente retirados da vida real como: tirar fotos para turistas, ter o limite testado por passageiros bêbados e de vez em quando trocar números para que a relação motorista / passageiro se transforme em afeto e empatia. O olhar de Eryk Rocha mescla realidade e ficção com uma câmera documental que acompanha os passos do protagonista. O close no olhar dos atores torna o filme intimista e aproxima o espectador do aspecto realista proposto. Na cena em que Paulo faz uma pausa para comer o diretor liga a câmera e deixa os atores estabelecerem uma relação...

Uma metralhadora falante (Minha Mãe é Uma Peça 3)

Dona Hermínia retorna para o fechamento de um ciclo e tenta superar a síndrome do ninho vazio. Os filhos quase não aparecem para visitar e a protagonista se vê extremamente só. O passa tempo predileto é mudar de mala e cafezinho para a portaria do prédio. Para uma pessoa hiperativa a solidão é a pior companhia e a idade trás consigo algumas limitações físicas. Dona Hermínia já não dança como antigamente e a nostalgia insiste em trazer lembranças dos filhos ainda pequenos. Juliano vai casar e Marcelina vive a experiência da maternidade. Tudo ao mesmo tempo e com uma boa dose de humor. Paulo Gustavo intensifica o papel que marcou sua carreira e por esse motivo está mais solto ao interpretar Dona Hermínia. O ator parece desfrutar da zona de conforto que a personagem lhe proporcionou ao longo dos anos. A dona de casa que possui uma metralhadora no lugar da boca ganhou o espectador. No desfecho da trilogia, o ator que também é responsável pelo roteiro apresenta ao público novas inda...

Um excelente curta - metragem (O Juízo)

O Juízo marca uma nova vertente de filmes de gênero no cinema nacional. O longa explora uma trama sobrenatural focada nos conflitos internos de Augusto Menezes. A câmera de Andrucha Waddington intensifica a atmosfera de suspense ao longo dos três atos. Com uma movimentação que explora de forma intensa o casarão onde Augusto se refugia, o espectador se deixa envolver até certo ponto. O diretor utiliza a diversidade de enquadramentos e intensifica ao máximo o primeiro plano para extrair a expressão de tensão na atuação do elenco. No decorrer do filme Andrucha trabalha a mise-em-scène de maneira eficaz evidenciando em determinados momentos de cunho sobrenatural a presença de atores ao fundo desfocados. Além da direção que capta a tensão do ambiente e personagens, a trilha sonora corrobora de forma enfática para o suspense existente na trama. Ela é responsável pelo incômodo que persiste e envolve todos os personagens. A fotografia também é explorada de forma eficaz e natural deixando o...

A cegueira e alienação persistem (O Mês que Não Terminou)

O documentário de Francisco Bosco e Raul Mourão vai além dos demais longas políticos lançados atualmente e busca ampliar os lados opostos da direta e esquerda. Os atos exploram o cuidado dos diretores ao enfatizar as consequências do mês de junho de 2013, onde vários movimentos sociais foram para as ruas reivindicar direitos. Do movimento inicial contra o aumento dos valores da passagem de ônibus até o radicalismo extremo da esquerda e direita que culminou na eleição de Jair Bolsonáro. O documentário avança nos anos e explora depoimentos que reverberam e auxiliam na compressão da revolta e raiva que tomou conta do país. Parecia inexplicável como os debates transformaram-se em verdadeiras mini guerras onde todos ainda permanecem cegos e surdos dentro de suas verdades e bolhas virtuais. O filme explica com depoimentos de cientistas políticos, filósofos, economistas e figuras conhecidas dos dois extremos como as ruas foram tomadas por grupos sociais e amplia o olhar do espectador ...

Estereótipos reforçados com humor (Alice Júnior)

Alice Júnior é um filme com público-alvo específico: o adolescente. A protagonista é extremamente moderna e cheia de atitude. Ela possui um canal no you tube e nele dialoga abertamente de forma corriqueira sobre aceitação e preconceito. O pai de Alice trabalha em uma empresa voltada para a fabricação de perfumes. Disposto a encontrar uma fragrância diferenciada ele decide mudar para Araucárias do Sul e extrair de uma pinha a essência para um novo perfume. É  o começo do pesadelo na vida da jovem Alice. A cidade pacata e interiorana não está preparada para receber uma jovem trans e do dia para a noite Alice precisa enfrentar batalhas que pareciam vencidas na cidade grande.  Com uma linguagem moderna e inserções constantes na tela o filme ganha um ritmo leve e dinâmico.  A protagonista dialoga diretamente com o adolescente conectado no mundo virtual e a imersão do espectador é imediata para este público alvo. Com uma trilha pop e roteiro causado no humor o roteiro t...

O reflexo da realidade (Piedade)

A cidade praiana de Piedade carrega consigo o peso da vida real. No filme de Cláudio Assis a frase: " A arte imita a vida" ganha contornos verídicos. Omar faz questão de alertar o sobrinho olhando para a imensidão do mar: " Há muito tempo atrás, isso aqui era cheio de gente". A praia está abandonada e o jovem não pode mais mergulhar no mar. O isolamento da cidade é reflexo da modernidade, onde uma empresa petrolífera, na figura de Aurélio, quer comprar o bar da família de Dona Carminha, o único local que ainda guarda lembranças e resiste ao tempo. A assinatura de Cláudio Assis está no tom de denúncia que percorre toda a narrativa, além do sexo que entrelaça os personagens. Mais o que realmente chama a atenção é  o pé no freio de Assis deixando a abordagem crua que permeava os demais longas para dar passagem ao tom mais sensível ao abordar os arcos dos personagens. O diretor presa por um ritmo mais contemplativo para interligar as subtramas a trama central. A...

Quando a temática ultrapassa o campo da ficção (A Vida Invisível)

Filmes que acompanham a vida do protagonista por décadas geram um envolvimento quase que instantâneo no espectador. Em A Vida Invisível o público torna-se íntimo da vida de duas irmãs na década de 50. Eurídice e Guida são opostos que se atraem. A primeira, introspectiva; a segunda, expansiva. Guida já pensa muito além do seu tempo e reflete sobre o papel da mulher na sociedade. Já Euridíce, na sua introspecção,obedece a figura paterna e se casa abrindo mão dos sonhos. Guida retorna para casa solteira e grávida. Viver em um conto de fadas estava nos seus planos, mas a realidade a fez voltar achando que por estar grávida o pai poderia lhe acolher. Mais uma vez a mordaça feminina é ressaltada na figura materna. Ana recebe a filha de braços abertos, mas o pai impõe a autoridade e é taxativo ao afirmar: "Se você aceitar Guida vai para a rua com ela.". Sem opção, a filha vai embora deixando a mãe com o tormento e a saudade. Ao longo dos atos a trama ressalta a ausência de uma ...

Comédia que reforça preconceitos (Bate Coração)

Bate Coração transmite uma mensagem importante: a doação de órgãos. Acontece que durante os atos às subtramas que poderiam quebrar estereótipos apenas os ressalta de forma caricata e desrespeitosa. Objetivar a figura feminina nos dias atuais? Vale confundir o tom cômico com puro machismo? São algumas das temáticas equivocadas do filme. Em Bate Coração Sandro recebe o coração de Isadora. Tudo volta ao normal, mas Sandro começa a desenvolver um olhar feminino mais apurado. Isso porque Isadora não somente se vestia de mulher como também se sentia mulher. Ao longo dos atos o protagonista reflete sobre os pensamentos preconceituosos que o moveram durante boa parte da trama, mesmo que por segundos, e assim, consegue perceber que a vida lhe deu uma segunda chance. O roteiro escrito também pelo diretor Glauber Filho reforça estereótipos, seja no núcleo de Isadora, ou no núcleo de Sandro. O personagem Igor reforça a comicidade na trama de uma forma totalmente equivocada. O personagem re...

Um filme que supera obstáculos (Morto Não Fala)

O cinema de gênero no Brasil tem vários obstáculos para enfrentar além dos demais gêneros.  As comédias sobressaem e quando um filme como Morto não Fala estreia a corrida para superar barreiras se inicia. Driblar o gosto do espectador por filmes blockbusters estrangeiros e, posteriormente, os comerciais brasileiros. O espectador que opta por um filme de gênero pode ter uma grata surpresa. É  o que acontece com o mais recente trabalho do diretor Dennison Ramalho. Além da autoria de Dennison, o filme apresenta ao público um trabalho rico nos demais elementos narrativos.  O cuidado de Dennison ao trabalhar a atmosfera e a gradação do terror brincado com o gênero é intenso e marcante entre os atos. No primeiro ato existe um ritmo mais lento para apresentar os personagens, mas um aspecto logo é explorado: o fato de Stênio trabalhar no IML e falar com os mortos. A comunicação  é  imediata e atrai em cheio o espectador. O ambiente de trabalho do protagonista ge...

Realidade e sensibilidade (Sócrates)

Sócrates acorda como todas as manhãs em uma rotina diária e percebe que a mãe não esboça nenhum movimento quando o jovem a chama. O pior acontece e a mãe falece deixando o protagonista desamparado sem rumos na vida. Ao longo dos atos o espectador acompanha a luta de Sócrates para tentar buscar um pouco de dignidade na vida após a morte da mãe. No começo do longa é exibido um aviso que os atores são de uma comunidade e muitos fazem o primeiro trabalho. É nítido durante todo o filme a naturalidade nas atuações e como Alex Moratto faz questão de captar o misto de crueldade e naturalismo nas telas.  A primeira cena da morte da mãe já ambienta o espectador na atmosfera de sofrimento do protagonista. A juventude move Sócrates de um lugar para o outro em busca de emprego. O tão sonhado primeiro emprego é uma sucessão angustiante de negativas e portas fechadas para o jovem. A pressão da dona do local é constante e Sócrates se vê em um beco sem saída. O roteiro de Alex Moratto é dir...

Dores, desejos e despedidas (Greta)

O longa metragem Greta é uma adaptação da peça teatral, Greta Gargo, quem diria, acabou no Irajá, de Fernando Melo. O filme de Armando Praça explora uma contemplação nos acontecimentos da trama que se aproxima da linguagem teatral, o que envolve por completo o espectador. Marco Nanini vive Pedro, um enfermeiro que precisa achar um leito no hospital para ajudar a amiga Daniela. O protagonista consegue o leito, a questão é que a amiga não quer ficar na ala masculina. Daniela é transexual e prefere morrer em casa a ficar em uma ala que não é a destinada para ela. O protagonista consegue um local, pois leva para casa o enfermo Jean. Jean matou um homem e é foragido da polícia. E, assim, o espectador conhece os conflitos internos dos três protagonistas: Pedro, Daniela e Jean.  O roteiro também assinado por Armando Praça que explora o arco do trio de personagem de forma leve mais ao mesmo tempo crua. São frases diretas que saem da boca dos personagens como se fossem fechas que ac...

Uma linguagem teatral (Hebe: A Estrela do Brasil)

A tarefa não era fácil e deveria estar a altura de tudo que a protagonista significou para o imaginário popular. O diretor Maurício Farias embarcou no projeto e apresenta ao público a cinebiografia de uma das apresentadoras mais populares do Brasil. O período retratado no filme é a década de oitenta, pós-ditadura militar e em meio a uma crise econômica que assolou o país. A trama alterna momentos da apresentadora nos programas de auditório e os conflitos da vida pessoal. O filme ressalta a luta da apresentadora em abordar temáticas consideradas tabus na sociedade. O marido machista e o ambiente de trabalho opressor não impediam Hebe de manter suas convicções. E, assim, entre os atos o espectador acompanha um determinado período da vida da apresentadora. O roteiro de Carolina Kotsccho enfatiza a personalidade forte da apresentadora. A trama alterna momentos da vida pessoal e profissional. Alguns pontos são destaque: a super proteção com o filho Marcelo, o casamento vio...