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Mostrando postagens com o rótulo Comerciais

Somos Al Pacino (Casa Gucci)

  Casa Gucci possui tantos equívocos que durante toda a projeção eu realmente me questionava se estava assistindo um filme com a assinatura de Ridley Scott. Devo confessar que o diretor me enganou por um determinado período do longa. A primeira hora do filme me envolveu de tal forma que estava empolgada com o amor dos jovens Maurizio e Patrizia. A cena em que os personagens dançam demonstra perfeitamente o contraste entre as personalidades. Ele possui um charme e timidez; já Ela é pura sedução com passos de dança que parecem ser tirados de um clip de  Lady Gaga . Brincadeiras à parte, o contraste entre as personalidades envolve o espectador. Existe uma felicidade mutua compartilhada pelo casal que é quebrada quando surgem às intrigas, traição e jogo de poder pela pele Gucci, como afirma Patrizia em determinado momento. A trama se perde por completo quando Ridley explora a atmosfera densa da família. É compreensível que a atmosfera fosse modificada até porque o amor do casal é ...

Edgar acerta no passado, já no presente... (Noite Passada em Soho)

Noite Passada em Soho é um ponto de virada na carreira de  Edgar Wright  que aposta em um thriller psicológico ambientado em Londres nos anos 60. O diretor explora a aura da época com uma atmosfera peculiar tensa. A trama gira em torno da jovem Eloise que ao passar para a faculdade de moda começa a morar em Londres. A adaptação é difícil e buscando um lugar mais tranquilo, a protagonista aluga um quarto na casa de Srta. Colins. Com o passar dos dias, Eloise começa a ter sonhos estranhos com a jovem Sandie, que sonha em ser cantora nos anos 60. O roteiro também de Edgar explora a transição entre o passado e presente e como a jovem tenta ajudar Sandie.   O que atrai o espectador também o afasta durante toda a narrativa. A trama dos anos 60 é mais intensa e pulsante do que a do presente. A fotografia neon reforça a atmosfera tensa que envolve o arco de   Anya Taylor-Joy , além da trilha específica responsável por transportar o espectador para a década proposta...

Um western cativante e exagerado (Vingança e Castigo)

O cinema vive de ciclos que retornam em uma roupagem diferenciada. O gênero western teve seu apogeu nas mãos de John Ford. Já a presença marcante de  Clint Eastwood  proporcionou uma retomada com Os Imperdoáveis. O que o gênero e Clint nos apresenta de semelhanças? Autoria, trilha sonora, mulheres indefesas e elenco branco. Se o espectador piscar perde a presença de um figurante negro. Décadas se passaram e Jeymes Samuel proporciona uma roupagem atualizada para o espectador. Mulheres fortes, trilha pop, sangue (muito sangue) e um elenco totalmente composto por atores negros. Se você piscar encontra uma cena com coadjuvantes brancos. A trama gira em torno de Nat Love que possui uma marca na testa deixada pelo temido Rufus Buck. A marca é resultado de um acerto de contas que Rufus teve com a família de Love. O tempo passou e a marca ficou. Não somente no aspecto físico como também na alma alimentada pela vingança.  O roteiro de Jeymes destaca a dualidade de cada person...

Roberto estava indo tão bem (O Ninho)

O jovem Samuel conhece pouco do mundo, tudo conhecimento adquirido pelo jovem é proporcionado pela mãe que o cria em uma redoma. A casa isolada é repleta de mistérios envolvendo também o passado da família. Samuel ficou paraplégico após sofrer um acidente de carro com o pai. Com o passar dos anos Samuel nutre a inquietação de conhecer o mundo, especialmente tudo que seja ligado à música. Na data de seu aniversário, ele deseja assistir um concerto musical. Tudo muda com a chegada de Denise, uma jovem que desperta sentimentos e desejos em Samuel. A adolescente o instiga e lhe apresenta novas descobertas. Claro que Elena, mãe de Samuel, não gosta da aproximação, mas precisa da jovem para outros fins familiares. O roteiro apresenta aos poucos os conflitos internos de cada personagem. Alguns envolvem o espectador somente pela excentricidade, porém o foco é no jovem Samuel que pela impossibilidade de andar depende exclusivamente dos cuidados da mãe. Elena se sente ameaçada pela chegada e bel...

Ninguém é Insubstituível (007 - Sem Tempo para Morrer)

Daniel Graig interpretou o agente 007 por quinze anos e durante os primeiros longas teve que suportar inúmeras críticas sobre como seria capaz de estar à altura dos demais antecessores.  Daniel não provou somente que era excelente no papel de espião, como também abriu portas para uma nova vertente do protagonista. O que importa não é encaixar no perfil pré-estabelecido de James Bond, o primordial é ser um ótimo ator. Em Sem Tempo para Morrer, Graig se despede em grande estilo do protagonista que apresenta ao espectador um pouco do machismo característico do personagem, mas acrescenta camadas de humanidade para Bond. A trama resgata personagens de filmes anteriores e intensifica coadjuvantes para que essa veia imprescindível do agente venha à tona. Só de olhar para determinado personagem James sabe que precisa mudar. O protagonista tenta viver de uma forma pacífica na Jamaica, após a aposentadoria da MI6, mas a tranquilidade dura pouco quando o amigo Felix Leiter o procura para uma ...

Cópia ou Homenagem? (Um clássico filme de terror)

Realizar um filme que pretende homenagear alguns clássicos do terror e proporcionar ao espectador um plot twist, no mínimo, questionável. Essa é a premissa de Um Clássico Filme de Terror que explora ao máximo pontos que já foram revisitados do gênero. Um grupo de jovens perdidos em uma "floresta" à mercê de uma seita que "recruta" vítimas para sacrifícios mortais. Já na sinopse podemos identificar três referências: O clássico, O Homem de Palha (1973), Midsommar (2019), que claramente buscou inspiração no primeiro e O Massacre da Serra Elétrica (1974), ou seja, um ciclo sem fim de homenagens que nos guiará...ops, O Rei Leão. Ari Aster  intensificou pontos explorados no clássico, porém, a autoria move a narrativa como um todo. Já Roberto de Feo e Paolo Strippoli tentam proporcionar ao longa uma roupagem conhecida dos fãs do gênero, porém, com um pé, ou melhor, o corpo todo no deboche. O que nos faz refletir sobre a importância das homenagens e como explorá-las sem tra...

O clássico da sessão da tarde (Dirty Dancing)

Quando assiti ao filme Dirty Dancing pela primeira vez eu era pura empolgação única e exclusivamente pela trilha sonora. O longa possui um trilha certeira que embala o romance dos protagonistas. O elemento narrativo é focado em três vertentes: o núcleo de dança onde os funcionários do resort ficam depois de trabalharam durante o dia, outra para embalar o romance do casal de protagonista e uma trilha especialmente selecionada para os conflitos dos coadjuvantes com Baby. Músicas que marcaram a década de 1980 e que impulsionaram o público para conferir a narrativa. Músicas como Time of My Life, Be My Baby, Hungrey Eyes embalaram não somente Baby e Johnny, como também o espectador que poderia não dar a devida importância para as temáticas relevantes que o roteiro explorava. Meu primeiro contato com o longa foi exatamente com esse propósito: aproveitar a trilha. Porém, ao rever com maturidade é inevitável destacar que Dirty Dancing proporciona simplicidade e leveza ao mesmo tempo em que abo...

Refém da autoria (Duna)

Com A Chegada e Blade Runner 2049 , Denis Villeneuve surgia como forte candidato para dirigir Duna. Ao realizar filmes do gênero ficção científica, o diretor foi a escolha da Warner para adaptar o livro de Frank Herbert. Mas será que a escolha foi apropriada? Sim e Não. A Warner é conhecida por proporcionar liberdade para os diretores e em Duna a autoria de Villeneuve está em cada cena. O que é ótimo para quem é familiarizado com o peso da atmosfera criada pelo diretor. O lado positivo é termos um diretor autoral em um filme comercial. E o lado negativo é justamente a autoria que pode afastar boa parte do espectador podendo não sair do primeiro projeto. Infelizmente, cinema é um produto, se esse não gerar lucro, a sequência não ganha vida. Adaptar Duna é extremamente complexo pela quantidade de personagens e todo o universo criado por Herbert. Villeneuve também é roteirista, o que demonstra o cuidado que o diretor teve com o filme como um todo. Domínio não somente na direção como na es...

Excesso que prejudica o todo (Jack: O Estripador - A História Não Contada)

Jack: O Estripador - A História Não Contada aborda a temática dos assassinatos de várias mulheres prostitutas em Whitechapel, Londres. O ano é 1888 e as investigações avançam de forma lenta à medida que as mortes surgem aterrorizando a população local. O inspetor Reid conta com a ajuda do médico legista Locque para solucionar os casos. As mortes são semelhantes, com cortes profundos, de quem realmente entende sobre anatomia humana. Elizabeth é a esposa de Locque e não compreende como o marido se entregou ao alcoolismo, apesar de seus esforços para mantê-lo por perto. O roteiro de Steve Lawson transita entre as investigações, corrupções, sensacionalismo jornalístico, traições de Locque e uma subtrama com o viés negativo. A introdução de alguns personagens em subtramas paralelas instiga, mas ao mesmo tempo não ganha força suficiente para manter-se e cativar o público. Um momento primordial para a compreensão dos conflitos internos de Locque cansa o espectador pelos flashbacks repetitivos...

O preço da verdade (348 Dias)

O longa 438 Dias aborda o drama dos jornalistas, Martin Schibbye e Johan Persson, que entraram ilegalmente na Etiópia, para constatar o que a população local sofria por conta da exploração petrolífera. Após serem capturados e julgados, ambos recebem a sentença de onze anos de prisão. Começa uma luta contra o tempo para que os protagonistas sejam absolvidos e retornem para a Suécia. O roteiro de Peter Birro destaca os conflitos internos dos jornalistas pelo princípio fundamental da profissão: a busca pela verdade. No decorrer do julgamento vídeos são adulterados, áudios inseridos e testemunhas mentem para que ambos sejam condenados. Uma subtrama é explorada com pouco afinco na tentativa de evidenciar ainda mais o drama dos personagens. A mulher de Martin e os pais de Johan entram na trama somente como vínculo afetivo e prolongam o ritmo da narrativa, apesar de Linnéa ser peça chave para reverter a situação, o roteiro não explora devidamente a personagem. A atmosfera de tensão é quebrada...

Van Damme manda lembranças (Punhos da Vingança)

  Jean Claude Van Damme foi o astro dos filmes de ação na década de 90 e que ainda participa de algumas produções. Os filmes que o ator protogonizou abordavam uma temática extremamente simples, que seguia uma tríade: a atriz como par romântico, o protagonista na busca por vingança e os conflitos internos. Punhos da Vingança suga ao máximo essa tríade, porém, está muito distante dos filmes protagonizados por Van Damme. A narrativa abraça várias subtramas com uma pressa sem fim. Aqui a desorganização na montagem é tamanha que não existe tempo para que o espectador acompanhe todas as ações do protagonista. A trama central gira em torno da investigação do policial infiltrado em um campeonato de artes marciais visando prender um poderoso traficante de drogas. Se a trama focasse somente nesse aspecto seria o ideal e não cansaria o espectador que com dez minutos de filme. Não que os filmes do Van Damme fossem distintos, porém, a grande diferença é que o espectador se envolvia com a narrat...

Vários filmes em um (O Inimaginável)

O Inimaginável resgata sentimentos adormecidos de Alex em meio ao caos de ataques terroristas na Suécia. Enquanto a trama gira em torno dos conflitos internos e externos do protagonista, o espectador observa a direção tentando lidar com tudo que o roteiro quer abraçar. A narrativa se estende ao intensificar momentos resgatados em flashbacks desnecessários. Alex precisa enfrentar o passado turbulento do pai e adormecer sentimentos por Ana. E ainda temos espaço, ou não, para uma subtrama voltada para o caos dos coadjuvantes tentando lidar com os ataques repentinos na luta pela sobrevivência. O grande problema que percorre toda a narrativa é o roteiro não saber explorar nos momentos certos cada conflito e os desdobramentos dos mesmos em cada personagem. O momento proposto para fechar os arcos de cada um está imerso no caos da luta das cenas de ação. Conclusão: o espectador fica com a sensação de ter tudo pela metade com breves cenas repletas de informações importantes.  A falta de dir...

Ação ou Comédia? (Aceleração Máxima)

O filho da protagonista é mantido como refém enquanto ela precisa cumprir uma missão: matar várias pessoas no período de uma noite. A cada parada Rhona recebe ameaças de Dolph Lundgren  para que inimigos sejam eliminados. Essa é a premissa de Aceleração Máxima, que o espectador já sabe como começa e termina. Como tudo é extremamente previsível, vale focar no que a narrativa pode apresentar para atrair o espectador que busca entretenimento. Ação e frases rasas. A ação realmente não dá trégua e pode gerar envolvimento. Já as frases ganham um teor cômico que provocam risos constantes no público. Sabe quando um personagem faz uma pergunta e o outro não satisfeito repete ? E a resposta? É a pior possível. Com cada personagem que Rhona encontra os diálogos seguem o mesmo padrão. É engraçado? É engraçado. Era para ser? Acredito que não.  Podemos também destacar o excesso presente na fotografia com o neon como protagonista. Sempre que Rhona mata um personagem, o neon está presente. Re...

De certeiro só o caos do título (Mundo em Caos)

  Cada vez mais adaptações literárias que ganham às telas levam consigo o dono da obra. Os autores também são os roteiristas e a probabilidade do resultado não ser satisfatório é grande. Foi assim em  Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald , que não teve uma boa recepção por conta da confusão entre as subtramas provocada por J. K. Rowling. O mesmo acontece com Mundo em Caos, que também poderia ser uma franquia, porém, o roteiro prejudica o filme de seguir à diante.  A trama foca em um planeta onde as mulheres são extintas e os homens possuem uma espécie de ruído. Esse ruído pode ser escutado por todos os homens. Tudo muda quando uma nave caí no planeta de Todd com Viola totalmente perdida. A jovem nunca teve contato com as coisas simples da vida, como sentir à chuva ou brincar com um cachorro. Todd logo decide ajuda-la, pois Mayor quer alguns benefícios ao captura-la. O roteirista Patrick Ness, responsável pela ótima adaptação de Sete Minutos Depois da Meia-No...

A união entre realidade e ficção (O Sequestro de Daniel Rey)

Em 2013, um grupo terrorista ligado ao Estado Islâmico, sequestra um jovem fotógrafo que trabalhava registrando o cotidiano dos refugiados na Síria. Daniel Rey ficou treze meses em cativeiro até que a família pudesse financiar o resgate. A trama alterna entre o núcleo de Daniel ressaltando o sofrimento do protagonista com sucessivas torturas físicas e psicológicas e no outro núcleo está a família desesperada para conseguir dinheiro com grandes empresas na tentativa de salvar o filho.  O destaque do elenco fica para o ator Esben Smed que envolve o espectador ao explorar as camadas intensas do protagonista. As cenas de tortura são angustiantes graças ao empenho do ator. É nítida a entrega de Smed para o papel. Quando um deles é liberado, o ator expressa intensidade ao demonstrar a falta de esperança em esperar pela morte ou notícia de que a família finalmente conseguiu acabar com o sofrimento do cativeiro. O filme ganha uma atmosfera mais leve com a atuação de Toby Kebbell  que ...

Opostos em um road movie (Na Trilha do Sol)

O roteiro de Na Trilha do Sol explora personalidades opostas: de um lado, o médico oncologista Michael Reynolds, extremamente racional; de outro, o jovem Brandon, que conhece o doutor em um programa específico do governo voltado para o tratamento de presidiários. Brandon não vê outra saída, com apenas um mês de vida, decide sequestrar Michael, pois acredita que pode ser curado por um indígena, no Arizona. O grande trunfo do espectador é a relação entre os personagens. Não existe coadjuvante, Woody e Joh ganham a narrativa por completo. O embate entre ambos, aos poucos, ganha intensidade e empatia. Fé, religião, preconceito e diferenças sociais são subtemas explorados na trama. Quando Michael tenta resistir o roteiro explora vias fáceis para que Brandon fuja com um carro roubado. Tirando todo núcleo de Victoria, que quebra a intensidade da relação entre os protagonistas, o roteiro ganha o espectador ao explorar a relação dos personagens principais.  Como o roteiro é voltado para a i...

Equilíbrio com sensibilidade (O que Será?)

Bruno Salvati é um cineasta frustrado, inquieto e extremamente sarcástico. Após flertar com uma moça na rua, o protagonista, em um momento de distração, bate a porta do carro no nariz. Bruno demora para estancar o sangue e realiza alguns exames. Dra Paola o alerta sobre o diagnóstico: o protagonista sofre de uma doença grave que pode ser fatal. Ao tentar a doação dos filhos e familiares sem êxito, uma esperança surge em outra cidade. A esperança faz segredos serem revelados e os laços familiares ficam estremecidos. O que Será? alterna momentos cômicos e dramáticos no arco de Bruno. O roteiro explora por meio de flaskbacks a infância do protagonista, a relação de afeto materno e as rusgas com o pai. Existe uma quebra natural no ritmo da narrativa por conta dos flashbacks, mas a opção em destacar tais momentos entre uma sessão e outra de quimioterapia, destaca a pausa que o longa necessita para o melodrama. O terceiro ato ganha um ritmo mais acelerado com o encontro de Bruno e Fiorella. ...

Onde menos é muito mais (Top Gun - Ases Indomáveis)

Tom Cruise estava em ascensão quando protagonizou Top Gun - Ases Indomáveis ao lado de Kelly McGillis. O filme que ainda permanece no imaginário do espectador vai ganhar uma continuação prevista para final de 2020. Revisitando o longa, alguns aspectos são notáveis após a estreia no ano de 1986. Aliás, a década de 80 foi marcada por filmes com futuros astros no elenco e trilha sonora que embalava os casais na narrativa. No filme de Tony Scott, entre uma cena de ação e conflitos internos do protagonista, a trilha com Take My Breath Away e You've Lost That Loving Feeling, embalava os "ruídos éticos" no ambiente de trabalho entre Pete e Charlotte. E as cenas de ação e bromance? Danger Zone e Grate Balls Of Fire foram destaque da parceria entre Maverick e Goose. A direção de Tony Scott ressaltava as cenas de ação, um gênero que o diretor dominava como poucos. Em Top Gun, essas cenas são alternadas entre takes aéreos e closes para captar toda a adrenalina e tensão entre os pers...

É previsível demais, né meu filho? (O Resgate)

O Resgate segue a fórmula dos filmes de ação: conflitos internos perturbam a vida do protagonista enquanto ele é contratado para resgatar alguém de preferência um adolescente. Na década de 80, o resgate era de uma mulher indefesa que virava o interesse amoroso do protagonista. O problema desse novo filme da Netflix é que os envolvidos são competentes em suas áreas, Joe Russo é excelente na direção; e Sam Hargrave como dublê; porém ao assumirem respectivamente roteiro e direção, o espectador sente a previsibilidade e o cuidado somente com as cenas de ação. Seguir a fórmula não é o problema, em Herança de Sangue, Mel Gibson é um clichê ambulante ao tentar salvar a filha e o filme funciona de forma eficiente. O Resgate aproveita a crista da onda de Chris Hemswortth como protagonista dos filmes da Marvel e explora ao máximo a figura do ator. O filme só ganha com a presença do astro que apresenta ao espectador um Tyle de forma contida. Sempre entorpecido pela bebida, ele vê no jov...